O MAL DE QUASE TODOS NÓS
“O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica” (Norman Vincent)
Qual é o tipo de pessoa/político que não tolera críticas ou ideias diferentes? Vejamos:
A uns louva-se a atitude de as aceitar com humildade, que se forem pertinentes, promovem as mudanças necessárias. A outros espanta a arrogância e o azedume com que as recebem dando azo a que se “falem deles” e não “com eles”.
Perante uma crítica alicerçada em ideias e pensamentos diferentes o mais importante é aceitá-la e vê-la como uma oportunidade de melhoria e de crescimento. Há, no entanto, quem a veja com inveja ou até mesmo como uma ameaça.
Uns entendem a critica e a diversidade de ideias como uma oportunidade para melhorarem e aprofundar visões e entendimentos, separando a emoção da razão tentam entender os motivos da crítica e da diversidade de opinião. Outros levam-na logo para o lado pessoal e sobrevalorizam-na. Veem-na como inimiga, destrutiva e fonte de ataques pessoais e problemas. Mas, mas se vistas com olhos de ver, significam precisamente o contrário.
Hoje em dia, saber comunicar não quer dizer apenas que se fala bem ou que se consegue convencer. Implica, também, ser capaz de acolher e aceitar sugestões, opiniões e ideias diferentes.
Os adeptos do ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo” devem começar a perceber que o líder já não é aquele que sabe tudo, que tem todas as soluções e que dele ninguém pode discordar. Não. O líder é, cada vez mais aquele que deve compreender que não sabe tudo e perceber por que é o outro pensa diferente. É aquele que considera que pode estar errado, que aceita e pondera as várias perspectivas de um mesmo assunto, de forma a tomar a melhor decisão e o melhor caminho.
Apesar disto tudo há, ainda, quem não aceite a diversidade de opiniões por mais que elas sejam realistas, justas e úteis e isso provoca, não raras vezes, arrogância e revolta. E essa reacção estará ligada à dificuldade em aceitar que há outras ideias e outros caminhos melhores.
Mas, por que será que pensamento critico e ideias diferentes incomodam assim tanto?
Se não se ouve as pessoas, como é que eles próprios podem esperar ser ouvidos? Como é que se pode melhorar e inovar se não se ouve e acolhe pensamentos e visões diferentes?
Saber ouvir é, pois, um gesto de inteligência e cultura democrática de que se precisa cada vez mais.
No entanto para alguns só esta esta frase fará sentido
“Existe só uma maneira de se evitar as críticas: não fazer nada, não dizer nada e não ser nada” (Aristóteles)
